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A Morte não é Nada - "Santo Agostinho"

"A morte não é nada.
Eu somente passei para o outro lado do Caminho.
Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês, eu continuarei sendo.
Me dêem o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram.
Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do Criador.
Não utilizem um tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos.
Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.
Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra ou tristeza.
A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas?
Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do Caminho...
Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela
como sempre foi."

Contribuição: Marcia Zaros

 

Gestos que Salvam Vidas

A chuva caía fina e gélida na tarde quieta.
Longe, na estrada, um carro parou.
Era pequeno e meio velho.

Um rapaz saltou, levantou o capô e se pôs a mexer em tudo que viu.
O fazendeiro, de onde estava, pensou: "coitado.

Pelo jeito, não entende de mecânica".
Vestiu sua capa de chuva e caminhou até a estrada.
O jovem estava muito nervoso, mexia no carro, voltava, tentava dar a partida, passava as mãos pelos cabelos.

"Quer ajuda?" O rapaz parecia preste a chorar.

"É a bobina".- diagnosticou o fazendeiro, depois de uma boa olhada.
Buscou seu cavalo, rebocou o carro até o seu celeiro e com seu próprio carro, foi à cidade comprar uma bobina nova.
Estranhou que, ao chegar à loja, o rapaz não quisesse entrar.
Deu-lhe o dinheiro necessário e disse que tinha vergonha, por estar molhado. Algum tempo depois com o carro funcionando, pronto para partir, a esposa do fazendeiro insiste para que fique para o jantar.
Não era hábito convidar estranhos para adentrar a casa.
Contudo, aquele rapaz parecia aflito, meio perdido.
Poderia, talvez ser seu filho.

Ele quase não comeu.
Continuava preocupado, ansioso.
A chuva se fez mais forte.

O casal preparou o quarto de hóspedes e pediu que ficasse.
Na manhã seguinte, suas roupas estavam secas e passadas.
Ele se mostrava menos inquieto.
Alimentou-se bem e despediu-se.

Quando pegou a estrada, aconteceu uma coisa estranha.
Ele tomou a direção oposta da que seguia na noite anterior.
Isto é, voltou para a capital.

O casal concluiu que ele se confundira na estrada.
O tempo passou.
Os dias se transformaram em semanas, meses e anos.
Então, chegou uma carta endereçada ao fazendeiro:

"Sr. Mcdonald, "Não imagino que o senhor se lembre do jovem a quem ajudou, anos atrás, quando o carro dele quebrou.
"Imagine que, naquela noite, eu estava fugindo.
Eu tinha no carro uma grande soma de dinheiro que roubara de meu patrão. "Sabia que tinha cometido um erro terrível, esquecendo os bons ensinamentos de meus pais.
"Mas o senhor e sua mulher foram muito bons para mim.

Naquela noite, em sua casa, comecei a ver como estava errado.

"Antes de amanhecer, tomei uma decisão.
No dia seguinte, voltei ao meu emprego e confessei o que fizera.
"Devolvi todo o dinheiro ao meu patrão e lhe implorei perdão.
"Ele podia ter me mandado para a prisão.
Mas, por ser um homem bom, me devolveu o emprego.

Nunca mais me desviei do bom caminho.

"Estou casado. Tenho uma esposa adorável e duas lindas crianças.
"Trabalhei bastante.
"Não sou rico, mas estou numa boa situação.
"Poderia lhe recompensar generosamente pelo que o senhor fez por mim naquela noite. Mas não acredito que o senhor queira isso.
"Então resolvi criar um fundo para ajudar outras pessoas que cometeram o mesmo erro que eu.
Desta forma, acredito poder pagar pelo meu erro.
"Que Deus o abençoe, senhor, e a sua bondosa esposa, que me ajudou ainda mais do que o senhor sabia.

" Enquanto o casal lia, os olhos se encheram de lágrimas.
Quando acabaram, a esposa colocou a carta sobre a mesa e citou versículos do capítulo 25 do Evangelho de Mateus:

"Era peregrino, e me recolheste. Tive fome e me destes de comer.
Tive sede e me destes de beber.
"Estava nu, e me vestistes.
Estava enfermo e me visitastes.
"Estava no cárcere e me fostes ver.
"Em verdade, todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes".

 

O que realmente importa?

Era uma vez o jovem
que recebeu do rei a tarefa de levar uma mensagem
e alguns diamantes a um outro rei de uma terra distante.

Recebeu também o melhor cavalo do reino para levá-lo na jornada.

- Cuida do mais importante e cumprirás a missão!
- disse o soberano ao se despedir.

Assim,
o jovem preparou o seu alforje,
escondeu a mensagem na bainha da calça e colocou as pedras numa bolsa de couro amarrada a cintura, sob as vestes.
Pela manhã, bem cedo, sumiu no horizonte.
E não pensava sequer em falhar.
Queria que todo o reino soubesse que era um nobre e valente rapaz,
pronto para desposar a princesa.

Aliás, esse era o seu sonho e parecia que a princesa correspondia às suas esperanças.

Para cumprir rapidamente sua tarefa,
por vezes deixava a estrada e pegava atalhos que sacrificavam sua montaria. Assim, exigia o máximo do animal.
Quando parava em uma estalagem, deixava o cavalo ao relento,
não lhe aliviava da sela e nem da carga,
tampouco se preocupava em dar-lhe de beber ou providenciar alguma ração. -

Assim, meu jovem, acabas perdendo o animal - disse alguém.

- Não me importo - respondeu ele -
Tenho dinheiro.
Se este morrer, compro outro.
Nenhuma falta fará!

Com o passar dos dias e sob tamanho esforço, o pobre animal não suportando mais os maus-tratos, caiu morto na estrada.

O jovem simplesmente o amaldiçoou e seguiu o caminho a pé..

Acontece que nessa parte do país havia poucas fazendas e eram muito distantes umas das outras.
Passadas algumas horas, ele se deu conta da falta que lhe fazia o animal.
Estava exausto e sedento.
Já havia deixado pelo caminho toda a tralha,
com exceção das pedras, pois lembrava da recomendação do rei:
"Cuida do mais importante!"

Seu passo se tornou curto e lento.
As paradas freqüentes e longas.
Como sabia que poderia cair a qualquer momento e temendo ser assaltado, escondeu as pedras no salto de sua bota.
Mais tarde caiu exausto no pó da estrada,
onde ficou desacordado.
Para sua sorte, uma caravana de mercadores que seguia viagem para o seu reino, o encontrou e cuidou dele.
Ao recobrar os sentidos, encontrou-se de volta em sua cidade.

Imediatamente foi ter com o rei para contar o que havia acontecido
e com a maior desfaçatez, colocou toda a culpa do insucesso nas costas do cavalo "fraco e doente" que recebera.

- Porém, majestade, conforme me recomendaste,
"cuida do mais importante", aqui estão as pedras que me confiaste.
Devolvo-as a ti.
Não perdi uma sequer.

O rei as recebeu de suas mãos com tristeza e o despediu, mostrando completa frieza diante de seus argumentos.
Abatido, o jovem deixou o palácio arrasado.

Em casa, ao tirar a roupa suja, encontrou na bainha da calça a mensagem do rei, que dizia:

"Ao meu irmão, rei da terra do Norte.
O jovem que te envio é candidato a casar com minha filha.
Esta jornada é uma prova.
Dei a ele alguns diamantes e um bom cavalo.
Recomendei que cuidasse do mais importante.
Faz-me, portanto, este grande favor e verifica o estado do cavalo.
Se o animal estiver forte e viçoso, saberei que o jovem aprecia a fidelidade e força de quem o auxilia na jornada.
Se, porém, perder o animal e apenas guardar as pedras,
não será um bom marido nem rei,
pois terá olhos apenas para o tesouro do reino e não dará importância à rainha nem àqueles que o servem".

Comparo esta estória com o ser humano que segue sua jornada na vida,
tão preocupado com seu exterior, isto é, com os bens, que tudo guarda como se fosse tudo ouro, esquecendo de alimentar também a sua alma e o seu espírito com a alegria e o amor de Deus.

Certamente não cumprirá a missão, já que não sabe guardar o que é mais importante.
Se você tiver a oportunidade de conhecer pessoas assim, como conheci e conheço a muitos , verá que na intimidade têm mais problemas que você ou eu e são cercados de infelicidades .

Antes que seja tarde,
preocupe-se em : será que estou no Caminho que me leva a Deus ?

 

TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO

Há muito tempo, num Reino distante,
havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus.

Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade.
Em todas situações dizia:

- Meu Rei, não desanime, porque Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!'

Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei.
O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.

O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:

- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.

O servo respondeu:

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!

Tudo que Deus faz é Perfeito. Ele Nunca erra!!!

O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva.
Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:

- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi libertado.

Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe:

- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos.
Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida:

Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu!?

O servo sorriu e disse: - Meu Rei, se eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo algum!
Portanto, lembre-se sempre:

TUDO O QUE DEUS FAZ É PERFEITO. ELE NUNCA ERRA

 

Sawabona Shikoba - Um texto do Flávio Gikovate:

Sawabona, que em grande parte eu gostaria de ter escrito, só que não o associaria a tempo algum, a modernidade. Desde sempre eu digo que - Só pode ser bom, se cada qual for um inteiro antes de formarem um casal, um par, serem dois indo nessa juntos. Grifos meus -
Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio.
As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante.
Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria, ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa à aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

PS: Caso tenha ficado curioso em saber o significado de Sawabona, é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer:
"Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim".

Em resposta as pessoas dizem Shikoba, que é :
"Então, eu existo para você".

Mas primeiro eu existo pra mim.
enviado por: Cecilia & Modesto Stama (alunos Presença Inst Irineu Gasparetto)